segunda-feira, 17 de março de 2014

Funny era uma escritora libanesa com quem eu passeei pela orla de Copacabana. Ela era amiga de duas amigas minhas gêmeas, também libanesas, que não queriam que a moça ficasse sozinha na cidade num sábado de dezembro em que as duas viajariam a trabalho para Petrópolis. Elas então me sugeriram, e eu as agradeço por isso, passear com a moça pela orla, até o Leme, e depois tomar um suco ou algo assim. Nada muito criativo. Ela era agradabilíssima, tinha os cabelos castanhos cacheados, frondosos, e um cheiro onírico de jasmim. Ela se sentou ao lado da estátua do Paulo Mendes Campos, que ela brindou com um colar de pétalas carnavalesco que tirou da bolsa de renda, desabotoou a camisa de seda, despiu-se da saia negra e me chamou, com seu maiô de pinhos alpestres, para a beira do mar, sorrindo. Finito, pois foi combinado com a direção do blog que a estória dela deveria sumir na altura da Bolívar, como aconteceu.


 

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